Tuesday, February 17, 2009

GOL = Grande Ônibus Lotado


 

 

            Hoje tivera uma triste experiência. Com viagem agendada para um congresso de clinica médica em Boston, e com um vôo previamente comprado pela companhia “inteligente” Gol Linhas Aéreas tive um atraso de exatos dez minutos para o embarque do vôo numero 1810 partindo do Recife em direção ao município do Juazeiro do Norte, no Ceará. Toda e qualquer justificativa diante daqueles autômatos burocráticos era
em vão. Nunca atrasara anteriormente um vôo domestico ou internacional. Justamente neste dia, a Avenida Mascarenhas de Morais sofrera um grande congestionamento por um caminhão carregado por material de construção. No percurso somos obrigados portanto a seguir uma rota alternativa para chegar ao aeroporto. Resultado: atraso e perca do vôo, e por mais justificativa dada ao meu atraso, não tive como embarcar naquela aeronave. O descaso e a falta de trato dos funcionários daquela empresa aérea junto a mim e aos três outros passageiros impedidos de embarcar espantou-me de tal maneira, deixou-me momentaneamente muito chateado diante da indiferença e falta de interesse em dar orientações ou qualquer tipo de apoio dos Go-Gol-boys ou das Go-Gol-girls.

             Embora fosse muito jovem na época, lembro muito bem do tratamento dispensado aos usuários das empresas aéreas nos anos oitenta. Lembro-me da presença de uma maior oferta de empresas, como a VASP, VARIG , TRANSBRASIL e a TAM. Alguns podem contestar, quanto ao preço das passagens naquela época, no entanto a qualidade no atendimento era infinitamente melhor. O atendimento pouco personalizado, a qualidade precária no atendimento via callcenter ou até mesmo nos balcões de vendas desta empresa aérea, autodenominada inteligente, beira o ridículo. Nos últimos anos, negociatas proliferaram-se neste país sob o descabido governo petista, favorecendo empresas não por sua qualidade, mas pelas conexões estabelecidas entre as poucas empresas aéreas nacionais e elementos da administração pública, tendo como desfecho o duopólio atual (TAM – Gol).  Aviões conduzidos como grandes ônibus lotados (GOL) ganharam os ares nacionais e estimularam as viagens aéreas entre individuos das classes sociais menos favorecidas. Não sou contra esta tendência, sou contra a má qualidade no atendimento, sou contra a falta de interesse do bem estar dos passageiros. Sou favorável ao surgimento de outras empresas, como a Azul. Torço ainda para o crescimento de tais empresas, pois assim algum dia voltaremos a ter empresas voltadas não somente para o lucro, mas também comprometidas com a qualidade de atendimento em toda a sua abrangência.

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Monday, February 16, 2009

Nossa vergonha!!! (Our shame!!!)

É com grande pesar a conduta moral atual do Brasil diante dos episódios envolvendo a Suíça e a Itália durante as últimas semanas. O ministro Celso Amorim, responsável pelas relações exteriores brasileiras, caminha numa sequencia absurda de desencontros políticos. A conduta moral dúbia diante de um terrorista italiano, em nome da soberania brasileira, e agora esta conduta ofensiva contra toda a sociedade suíça envergonham os demais brasileiros, pessoas contrarias a insanidade deste senhor. “Nunca antes na história deste país”, como diria o nosso presimente, tivemos uma política externa tão pífia e vergonhosa. O episódio envolvendo a brasileira deve ser investigado e o sofrimento da mesma deve ser sanado. No entanto culpar de forma generalizada a sociedade, a imprensa daquele país é algo injusto e desproposital. O povo suíço não deve ser receber o ônus indiscriminado por atos criminosos de alguns, da mesma forma que não podemos como brasileiros sermos responsabilizados pela jovem inglesa assassinada por um brasileiro delinquente, como acontecera ano passado em solo nacional. A maneira vexatória como tal caso está sendo conduzida pelo governo Lula é mais uma triste constatação do quanto a nossa política externa carece de respeito e credibilidade. Não bastasse a mediocridade na administração da economia nacional, agora somos obrigados a ter tal mediocridade exposta cruamente em toda a mídia internacional. Lula com a postura defensiva diante dos países desenvolvidos (Israel, Itália, Suíça e Estados Unidos) e com atitudes condescendentes diante dos tiranos latino-americanos, como Hugo Chaves, Evo Morales, Fernando Lugo e Rafael Correa atesta nossa frágil condição caricata e periférica.

(English version)

It is with great grief the current moral conduct of Brazil before the episodes involving Switzerland and Italy during the last weeks. Minister Celso Amorim, responsible for the Brazilian external relationships, follows  an absurd sequence of political shames. The dubious moral conduct for an Italian terrorist, on behalf of the Brazilian sovereignty, and now this offensive conduct against the whole Swiss society embarrasses the brazilian people, contrary people that gentleman’s insanity. “Never before in the history of this country”, as  would say our president, we had a foreign policy so poor and shameful.The episode involving the brazilian woman should be investigated and the suffering of the same should be resolved. However to blame in a widespread way the society, the press that country is something unjust and desproposital. The Swiss people should not be to receive the indiscriminate obligation for criminal actions of some, in the same way that we are not able to as Brazilians we be made responsible by the british youth girl murdered by a deliquent brazilian, as it had happened last year in national soil. The vexatious way as such a case is being driven by the government Lula is one sadder verification of the as for our foreign policy it lacks respect and credibility. The mediocrity was not enough in the administration of the national economy, now we are forced to have such a mediocrity exposed totally in the whole international media. Lula with the defensive posture on the developed countries (Israel, Italy, Switzerland and United States)  and with condescending attitudes on the Latin-American tyrants, like Hugo Chaves, Evo Morales, Fernando Lugo and Rafael Corrêa attests our fragile comical and outlying condition.

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Retorno


 

 

             Após uma certa ausência proposital, volto a escrever.  Tenho um certo encantamento pela escrita e pelas palavras, em toda a plenitude de significados e valores. Meu blog anterior fora subitamente suspenso, por motivos pessoais. Tal blog era um espaço onde a exposição de idéias, de perspectivas particulares acerca de vários temas detinha não somente um caráter expositivo, mas sobretudo uma via de comunicação, onde o arranjo de idéias ajudava-me a dar vazão a conceitos próprios não necessariamente de acordo com os leitores com os quais tive contato.

             Houve ainda uma queda na minha motivação inicial, com progressiva redução no empenho da atualização daquele espaço virtual. Não tenho interesse em ser formador de opinião, muito menos em agregar pontos de vistas similares. Reinicio novamente este blog de forma mais despretenciosa, não comprometendo-me a atualização constante, como anteriormente dispunha-me, com artigos diários e com a abrangência de temas com os quais sonhara iniciamente abordar. Reitero também o caráter terapêutico de tal blog para este escriba. Quem escuta notas musicais e as agrupa mentalmente  numa melodia, sente fascínio pela composição musical. Quem deslumbra-se com a literatura, sente atração pelas palavras,   pouco a pouco sente-se compelido a escrever, a expor idéias e pensamentos. Pertenço a este segundo grupo, e reconheço minhas limitações literárias, em sua maior plenitude. No entanto, tal escrita, tal exposição pessoal visa somente exorcizar idéias e teorias muito particulares sobre o mundo ao meu redor.

               Alguns amigos mais próximos sabem o quanto gosto de ler, o quanto gosto de abstrair acontecimentos pessoais, sociais e políticos. Não espero total sintonia com a opinião alheia. A unanimidade em si carece de credibilidade, como diria Nelson Rodrigues. Espero apenas contar com olhos e ouvidos de interesse igualmente atentos com tudo e com todos ao nosso redor.  Espelho-me naqueles cientes da própria limitação humana, em todos os aspectos, inclusive os morais. Não deslumbro a perfeição, mas a humilde condição de humano imperfeito e ciente da necessidade de contínuo aprimoramento individual e coletivo.

Posted by Walter Carvalho, MD in 04:05:44 | Permalink | Comments (2)